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Os melhores museus dedicados aos relógios do mundo

Viajar ao passado é uma forma de entender o presente e planejar o futuro. Quando o assunto é relógio, essa viagem no tempo pode ser ainda mais interessante. Para viajar no tempo e conhecer a história dos relógios, basta viajar no espaço. São diversas opções de museus dedicados ao tema ao redor do globo. E agora você irá conhecer os principais.

Muitos dos mais importantes relógios já produzidos são preservados e exibidos ao redor do mundo, por décadas e até séculos. Muitas vezes tidos como arte decorativa, são expostos em museus de arte. Outras, quando encarados como peças de relevância histórica, vão parar em museus de história.

O Museu Britânico e o Metropolitan Museum de Nova York possuem relógios em seu acervo, bem como a famosa Smithsonian Institution. Mas existem  poucos museus dedicados exclusivamente à relojoaria, e a maioria deles tem foco local ou regional. Alguns, no entanto, fogem à regra, e ganharam projeção nacional e até mesmo mundial. Vamos conhecer alguns?

Os museus da terra dos relógios – Suíça

O Museu Internacional de Horologia nasceu de uma ideia da direção da Escola de Relojoeiros de La Chaux-de-Fonds no ano de 1865. Em 1902 ela se tornou realidade, com a inauguração do então pequeno museu.

Desde então o museu cresceu tanto em tamanho quanto em popularidade, e atualmente comporta alguns dos relógios mais extraordinários do mundo. Um exemplo é o relógio-órgão, mistura de relógio com instrumento musical.

Ela é apenas uma das peças para estudos coletadas nos anos iniciais do museu. Durante a primeira e a segunda guerras mundiais, o museu fechou suas portas. Em 1952, após uma reforma, ele reabriu e ganhou a colaboração de um grupo de voluntários que se dedica até hoje à manutenção e ampliação do local.

Outra opção, na terra dos relógios, é o Museu Patek Philippe. Ele fica no distrito de Plainpalais. Foi fundado em 200 para exibir as maiores criações dos relojoeiros mestres da marca Patek Philippe.

Além dos relógios, os visitantes do museu privado podem admirar autômatos musicais, miniaturas e outras máquinas que datam desde o século XVI. Os sons das engrenagens são uma atração à parte.

Ambos os museus reúnem maravilhas da relojoaria produzidas em Genebra, na Suíça e em outros países da Europa, além de vastas bibliografias dedicadas à arte da horologia. Quando for à Suíça, não deixe de visitar um desses museus!

Os mestres relojoeiros de Serpa – Portugal

O Museu do Relógio de Serpa é um dos poucos existentes na Península Ibérica em um dos raros museus do mundo que se dedica exclusivamente à relojoaria. Seu acervo conta com mais de 2.500 relógios mecânicos, muitos com mais de 400 anos de idade.

Além de museu, o local também produz seus próprios relógios, em parceria com designers e mestres relojoeiros russos e alemães. A marca garante a qualidade para satisfazer aos mais exigentes colecionadores e toda e qualquer pessoa  interessada em adquirir uma das peças de edição limitada, vendidas exclusivamente na sede do museu.

Sua sede fica localizada no centro histórico da cidade, no Convento do Mosteirinho, uma edificação do século XVI. Seu acervo consiste numa colecção privada que teve início com a herança de três relógios de bolso quebrados!

Foi Antônio Tavares d´Almeida que recebeu os três objetos e, fascinado por eles, começou a ampliar a coleção. É Eugénio Tavares d’Almeida que atualmente se dedica à essa coleção, tendo a mesma dedicação do pai na coleta e restauro de relógios e conservação do museu.

O Museu do Relógio conta também com um polo em Évora, localizado no Palácio Barrocal, com mais de 500 peças. Desde a fundação da sede em Serpa, o fundador do museu procurou relógios por todo o mundo para restaurar e ampliar seu acervo. Em 1995 ele abriu a sua coleção ao público, recebendo inúmeras doações, o que o obrigou a família a expandir, em 2011, o espólio do museu. Assim surgiu o polo de Évora.

O serviço de reparação de relógios é oferecido a todos os interessados na conceituada oficina do museu, onde relojoeiros restauram relógios de bolso, de pulso, de sala e de parede. Colecionadores de toda a Europa confiam suas estimadas peças aos cuidados do Museu de Serpa e Évora, uma confiança da qual a direção do museu se orgulha muito.

Evolução real – Inglaterra

O Museu do Relojoeiro de Londres clama para si o status de museu de relógios mais antigo do mundo. Não se sabe se isso é verdade, mas é fato que trata-se de um dos mais conceituados. Londres sempre teve uma verve relojoeira, e neste museu essa fama se confirma.

A maior parte dos relógios do “Clockmaker’s Museum” data de 1600 a 1800. Originalmente independente, o museu foi adquirido e hoje está alocado no Museu da Ciência de Londres, integrando dezenas de coleções.

São mais de 1.000 relógios de pulso e de bolso, 80 relógios de sala e parede, 25 cronômetros marinhos e dezenas de displays contando a história da inovação na relojoaria inglesa até os dias de hoje.

Foi recentemente, em 2015, que a monarquia inglesa inaugurou a nova sede do museu, onde, além dos relógios, há documentos históricos, como anotações de relojoeiros ingleses famosos como Victor Kullberg and John Harrison.

Este último foi o inventor do já citado cronômetro marinho. Mas você deve estar se perguntando o que é um cronômetro marinho. É um tipo de cronômetro de precisão para determinar longitudes. Foi uma grande evolução técnica do século XVIII, que revolucionou as navegações, abrindo as portas para novos aprimoramentos técnicos, inclusive na aviação.

Relógios e mais relógios – EUA

O Museu Nacional do Relógio, que fica em Columbia, na Pensilvânia, é um dos poucos museus americanos e o maior da América do Norte dedicado exclusivamente à arte, história e ciência da cronometragem. Tem a maior e mais abrangente coleção de relojoaria do continente.

Ele foi oficialmente aberto ao público no ano de 1977. Em menos de 20 anos, a coleção saltou de menos de 1.000 itens para 12.000 itens, obrigando o museu a sofrer várias intervenções de projeto para expandir suas instalaçõe, incluindo a construção de dois novos andares.

O Museu do Relógio de Columbia é mantido pela Associação Nacional de Observadores e Coletores de Relógio (NAWCC), organização educacional sem fins lucrativos com mais de 20 mil membros. Graças a essa associação, o museu conta com uma grande coleção de artefatos de relojoaria, com ferramentas e máquinas, além dos relógios.

Alguns dos maiores e mais importantes relógios já criados estão expostos no museu. Ele mostra a história completa dos relógios, desde os primeiros dispositivos (relógios solares, ampulhetas, clepsidras) até o relógio atômico. Como parte da missão educacional da instituição que opera o museu, ele mantém um centro de aprendizado que ensina técnicas básicas da relojoaria mecânica.

O site oficial do museu anuncia: “Há uma excelente amostra de relógios altos feitos nos Estados Unidos (popularmente conhecidos como “relógios de pêndulo”), uma exposição abrangente de relógios americanos e uma área pequena, mas excelente, dedicada à maquinaria automática usada na fabricação de relógios”.

Destaca-se também uma exposição do maquinário automatizado da American Waltham Watch Company, desenvolvido de forma pioneira para produzir relógios em massa usando peças intercambiáveis (o mesmo que Henry Ford fez com os automóveis).

O museu expõe, ainda, o monumento construído por Stephen Decatur Engel, que levou mais de 20 anos para ser concluído. Depois de exposto em diversas partes dos EUA, o relógio de Engel desapareceu nos anos 50, mas foi encontrado em um celeiro no Estado de Nova York em 1983 e restaurado pela NAWCC.

Palácio das horas – Espanha

Residência oficial do Rei da Espanha, o Palácio Real de Madrid é o maior palácio real na Europa. Ele é a reconstrução de um palácio destruído por um incêndio de três dias no ano de 1734. Apesar de ser a residência oficial da realeza, o Rei só o utiliza para ocasiões de gala, recepções oficiais, premiações e audiências.

O palácio tem, anexo, um museu de coleções reais aberto. E, dentre elas, encontra-se a que é considerada a maior e melhor coleção de relógios da Espanha, e uma das principais no mundo. Grande parte dessa fama se deve ao rei Carlos IV,um aficcionado por relógios.

Entre os inúmeros relógios da época do império, o relógio mais antigo é do século XVII, construído em Nuremberg. Chama-se “El Calvário”. Também destaca-se um relógio oferecido pelo presidente do Peru ao Rei Afonso XIII em 1906. Ele chama a atenção pela riqueza de materiais como ouro e marfim e prata usados em sua elaboração. Mas a maior importância da coleção reside nos relógios em estilo rococó, fabricados pelo relojoeiro suiço Jacquet Droz para o Rei Fernando VI.

A beleza que resiste ao tempo – Áustria

Outro palácio, o Obizzi, um histórico edifício em Viena que remonta ao século XVII, abriga o Museu do Relógio da Áustria, que possui uma das coleções de relógios mais famosas da Europa.

O Museu do Relógio foi fundado em 1917 como parte da coleção do Museu de Viena, documentando formas de medir o tempo desde o século XV até os dias de hoje. Ele exibe modelos de relógios de diversas épocas e de todas as partes do mundo.

Todo o mecanismo do relógio da torre da Catedral de São Estevão, de 1700, está no museu! Ele também abriga relógios da Belle Époque, alguns relógios de bolso, relógios cuco e alguns incrustados em quadros ou até mesmo feitos de velas.

Mas talvez a peça mais visada seja o relógio astronômico do século XVIII, que indica eclipses solares e lunares além de mostrar as horas.

De hora em hora, carrilhões e relógios cuco de todas as formas e tamanhos soam em um concerto que ecoa pelo museu, encantando os visitantes dos três andares. De todas as opções aqui listadas, este é o que tem o potencial de agradar ao maior número de pessoas. Projetado para todos os gostos, o Museu do Relógio de Viena convida a todos, mesmo os que não são apaixonados por relógios, para conhecer suas exposições.

O acervo mais rico do mundo – Alemanha

Mais de 8.000 peças únicas. Exposições que mostram desde os relógios de sol até os mais modernos relógios de pulso. E, claro, como não poderia deixar de faltar em um museu alemão dedicado à arte da relojoaria, o relógio cuco!

O Museu do Relógio da Alemanha dedica seu espaço a contar a história de todos os relógios imagináveis, incluindo uma biblioteca que contém tudo o que se pode dizer sobre relógios. Ele fica na pequena cidade de Furtwangen, no meio da famosa Floresta Negra, na divisa com a França.

A região é conhecida pela tradição relojoeira, e bastante procurada por turistas que desejam esquiar ou alugar um carro de luxo e dirigir sem limite de velocidade pela autobahn. O museu alemão não é só mais uma exposição de peças variadas, mas um local que se dedica com profundidade ao assunto.

Da história do conceito de horas e da relativização do tempo a documentos sobre as primeiras discussões a respeito das convenções mais importantes, o passeio agradará desde colecionadores até crianças que nunca viram um relógio de parede antes.

O Museu do Relógio na Alemanha é a maior coleção de relógios, reunida em um único lugar, de todo o mundo. Mas o destaque são os modelos cuco fabricados na região.Existe uma infinidade deles em diferentes tamanhos, formatos e acabamentos, desde grandes armários até as peças de mesa. E, de meia em meia hora, badaladas e cantos de passarinhos reverberam pelos ares. É o que atrai milhares de pessoas anualmente.

Uma opção perto de você – Brasil

O Museu do Relógio Professor Dimas de Melo Pimenta existe desde 1975 e é o único do gênero na América Latina. Foi fundado pelo professor e colecionador Dimas de Melo Pimenta. A coleção do professor, que começou com um relógio de bolso de prata em 1950, cresceu tanto que se tornou museu.

Hoje o acervo é constituído de peças doadas e administrado pelo filho do fundador, Dimas de Melo Pimenta II, atual presidente da DIMEP, empresa que administra o museu. Um livro publicado em 2011 mostra fotos e informações de cerca de 100 relógios dos mais de 600 expostos no museu.

Entre as peças, há itens raros e de grande valor histórico. Destacam-se modelos curiosos, como o relógio “Despertador com Cafeteira”. Acha que é novidade? Enganou seu. Ele foi tendência no século XIX, com um mecanismo que prepara uma xícara de café italiano minutos antes de despertar. É o peso da xícara cheia que aciona a campainha.

Outra curiosidade do acervo é relógio “falante”, peça alemã que contém um fonógrafo com mídia em celuloide. Outra das principais atrações é relógio espião, criado na Alemanha Ocidental na década de 50. O relógio atômico e os belíssimos cucos também marcam presença.

O Museu realiza anualmente uma retrospectiva, sempre no mês de dezembro, para apresentar as novas peças do acervo.

Em tempo: se você é um entusiasta do mundo dos relógios, já deve ter percebido que a Herweg é a maior especialista do assunto no Brasil. Que tal nos fazer uma visita? Esperamos por você!

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